Press "Enter" to skip to content

Oportunidade de formalizar – Legalização de Serviços Domésticos

Carlos Magalhães

É difícil gerir num contexto de sucesso, mas é em ciclos positivos que podemos mudar com mais facilidade.

Portugal, encontra-se numa excelente fase, mas nós, portugueses, estamos a aproveitar para mudar comportamentos?

O tema que pretendo abordar neste texto é a informalidade na compra de serviços, essencialmente com foco no serviço de limpeza doméstica, onde ainda impera o mercado informal, de forma ilegal, sem os impostos que deveriam incidir e com trabalhadores desprotegidos, sem qualquer tipo de seguro ou contribuição para a segurança social.

Calcula-se que em Portugal a economia informal represente o equivalente a 22% do PIB.

É de facto colossal, mas a mudança só depende de nós! A “mulher a dias” ou a “empregada doméstica” têm aqui, com certeza, um papel de relevo.

Não poderíamos começar por mudar aqui, dentro de nossa casa, dando o exemplo aos nossos filhos e às gerações vindouras?

É a hora de mudar para profissionais de limpeza (só é profissional quem atua de forma legal)!

Se é mais caro que o mercado informal? É! Mas elimina muito risco? Sim! Proporciona melhor qualidade e segurança? Sim!

Quando temos uma empregada de limpeza com horário e dias fixos, daqui, por força da lei laboral, emana um contrato de trabalho, ainda que não esteja escrito. Desta forma, passamos a ser responsáveis, por exemplo, pelo pagamento de contribuições para a segurança social. Não o fazendo, estamos a cometer um grave crime. Para além de enveredarmos pelo mundo do crime, caso aconteça um acidente de trabalho com a empregada doméstica, dentro de nossa casa, podemos perder as poupanças de uma vida. Poderia continuar a enumerar outros fatores, mas estes são suficientes para medir o risco em que estamos envolvidos quando contratamos alguém “por fora”, certo?

Com profissionais de limpeza, com treino e formação para desenvolver o serviço de limpeza doméstica, temos acesso a uma qualidade superior. Caso não estejamos satisfeitos, podemos reclamar de forma legítima. Estamos livres das obrigações legais, laborais e fiscais. Temos acesso a uma fatura e a profissionais segurados, estamos dentro da legalidade e não estamos a burlar o estado, ou seja, não nos estamos a burlar a nós próprios, aos nossos filhos e às próximas gerações.

Vamos ao preço que uma empresa de profissionais de limpeza pode praticar e porque este não pode ser comparável ao do mercado da ilegalidade.

Tradicionalmente, porque os clientes não estão dispostos a pagar mais, um profissional de limpeza aufere o salário mínimo, hoje, 580€. E quanto custo à hora alguém que recebe o salário mínimo? Muitos farão esta conta: 580/21 dias úteis/ 8 horas de trabalho = 3,45€/hora.

Mas está errado. O cálculo correto é este. Começando pelo custo anual: 580 * 14 salários por ano + 23,75% de segurança social + 2% de seguro de acidentes de trabalho + 21 dias por mês de subsídio de almoço pago em 11 meses do ano (por exemplo, 5€ por dia útil). Isto dá 11.366€ num ano.

Vamos ao custo hora. Quanto meses trabalha efetivamente um trabalhador por ano? 11, dado que 1 está de férias. Assim, poderíamos dividir o custo anual por cerca de 242 dias úteis num ano. 11.366€ / 242 dias / 8 horas de trabalho diário (impossível, muitas vezes de uma empresa o conseguir!) = 5,87€ / hora.

A empresa tem que ter alguma margem, certo? E aos 5,87€/hora ainda terá que se acrescer 23% de iva, correto? Para além disso, o valor de um profissional de limpeza inclui material de limpeza e equipamento.

O mercado informal da limpeza praticará entre 5€ a 6€ por hora, mas a honestidade tem preço?

Procurem aqui os melhores profissionais de limpeza, de extrema qualidade, selecionados de forma rigorosa, segurados e tratados como qualquer profissional deve ser tratado: de forma legal, justa e com os seus direitos protegidos.

Carlos Franco de Magalhães

Co-fundador e CEO da Wegho

Comments are closed.